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O policial militar Lucas de Sousa Mathias foi preso na manhã desta quarta-feira (4) dentro do 22º Batalhão da Polícia Militar (Maré). Ele é investigado pelos crimes de extorsão, estupro e envolvimento com agiotagem. Conforme a apuração, o agente utilizou o celular da própria esposa para realizar cobranças à vítima.
De acordo com a Polícia Civil, o PM foi até a residência de uma mulher para cobrar uma dívida inicial de R$ 800, referente a um empréstimo feito em outubro de 2025 com ele e um comparsa. Com a aplicação de juros abusivos, o valor teria chegado a aproximadamente R$ 7 mil em janeiro deste ano.
O delegado Cláudio Vieira, titular da 82ª DP (Maricá), explicou que a investigação conseguiu comprovar a autoria das ligações feitas para a vítima. “Ele ligou do telefone da própria mulher, o que facilitou a identificação. A partir disso, confirmamos que se tratava de um policial militar e o local onde ele era lotado”, afirmou.
Segundo os investigadores, após os episódios de extorsão, Lucas teria cometido o crime de estupro contra a vítima e ainda roubado objetos da casa dela. Inicialmente, o policial tentou atribuir as cobranças ao comparsa Davyd Novato Santana, também investigado por agiotagem, mas acabou confessando crimes mais graves durante o depoimento.
“Ele admitiu que acompanhava o Davyd nas cobranças, alegando que apenas estava presente, porém confessou que foi o autor do estupro e que fez cortes nas costas da vítima”, disse o delegado.
Na residência de Davyd, a polícia apreendeu armas, duas televisões que pertenciam ao pai da vítima que também teria sido ameaçado além de um caderno com anotações relacionadas à prática de agiotagem. A Polícia Civil segue investigando se outras pessoas também foram vítimas da dupla.
Em nota, a Polícia Militar informou que, por meio da Corregedoria Geral, o agente está preso na Unidade Prisional da PM do Estado do Rio de Janeiro e que será instaurado um procedimento administrativo disciplinar para as providências cabíveis.