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Falta de água atinge Ponta Negra, Itaipuaçu e Cordeirinho e provoca queixas da população

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) comunicou nesta terça-feira (30/12) que, devido à estiagem prolongada, à ausência de chuvas, às altas temperaturas e ao consumo elevado, a concessionária Águas do Rio está operando com apenas 25% da capacidade de captação de água bruta destinada às Estações de Tratamento de Água (ETAs) de Ponta Negra e Maricá.

Segundo a empresa, os distritos de Itaipuaçu e Inoã estão recebendo reforço no abastecimento por meio do Sistema Imunana-Laranjal. Ainda assim, o fornecimento de água em partes do município de Maricá encontra-se comprometido. A expectativa é que a situação seja normalizada com as chuvas previstas para os próximos dias.

Diante do cenário, a Águas do Rio informou que está disponibilizando abastecimento alternativo por meio de caminhão-pipa e orienta os moradores a utilizarem a água de forma consciente, priorizando atividades essenciais e mantendo a reserva de cisternas e caixas d’água. A concessionária reforça que está à disposição da população pelo telefone 0800 195 0 195, com atendimento gratuito e também via WhatsApp.

Apesar das medidas anunciadas, moradores de diferentes bairros de Maricá relatam estar há vários dias sem abastecimento regular, enfrentando transtornos que impactam diretamente a rotina das famílias. A falta de água tem dificultado atividades básicas, como higiene pessoal, preparo de alimentos e limpeza das residências.

De acordo com relatos da população, o problema atinge diversos pontos do município, entre eles Ponta Negra, Cordeirinho, Bambuí e Itaipuaçu, além de outras localidades. Sem água nas torneiras, muitos moradores têm recorrido à compra de galões de água mineral, à contratação de caminhões-pipa ou à ajuda de vizinhos, o que gera gastos extras e preocupação, principalmente entre famílias com crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde.

“A gente acorda cedo, vai trabalhar, chega em casa cansada e não tem uma gota d’água. Como é que faz? Não dá nem pra cozinhar, nem pra tomar banho direito. Isso aqui já virou rotina”, reclama dona Lúcia, moradora da região.

A interrupção prolongada do abastecimento tem provocado insatisfação e mobilização nas redes sociais, onde moradores cobram uma solução rápida e definitiva para o problema, além de mais informações sobre prazos e ações emergenciais para minimizar os impactos da crise hídrica no município.

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