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Com apoio da Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, a União de Maricá entra na Marquês de Sapucaí neste sábado (14/02), na segunda noite da Série Ouro do Carnaval carioca, em busca de uma vaga no Grupo Especial. A agremiação será a sexta escola a se apresentar na avenida.
O enredo “Berenguendém e Balangandãs”, assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira, mergulha na história da joalheria produzida por pessoas negras no Brasil, com destaque para os balangandãs — adornos e enfeites confeccionados e utilizados por mulheres negras nos períodos colonial e imperial. Mais do que acessórios, os objetos carregam significados históricos e culturais, representando identidade, fé, proteção, resistência e afirmação social.
De acordo com o carnavalesco, a proposta vinha sendo amadurecida desde 2019 e integra sua trajetória de valorizar narrativas pouco exploradas pela história oficial do país. No desfile, alegorias, fantasias, bateria e comissão de frente foram concebidas para evidenciar a força estética e simbólica dos balangandãs, apresentados como instrumentos de expressão cultural e também de autonomia econômica dentro das comunidades negras.
A preparação da escola contou com ensaios abertos à comunidade. O penúltimo encontro, realizado na Orla de Itaipuaçu, reuniu centenas de moradores e visitantes, fortalecendo o vínculo entre a agremiação e a cidade. Os treinos serviram para ajustar coreografias, testar a harmonia entre os setores e aprimorar o desempenho da bateria, ampliando a participação popular no processo criativo.
Fundada em 26 de maio de 2015, a União de Maricá leva para a avenida as cores vermelho, amarelo ouro, azul e branco. A escola tem como presidente Matheus Santos, vice-presidente William Maturana e presidente de honra Washington Quaquá. A direção de carnaval é de Wilsinho Alves, com direção de harmonia de Mauro Amorim. O intérprete oficial é Zé Paulo Sierra; o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira é formado por Fabrício Pires e Giovanna Justo; a bateria é comandada pelo mestre Paulinho Steves, com Raiane Dumont como rainha; e a comissão de frente tem coreografia de Patrick Carvalho.
Com um enredo que celebra a memória, a ancestralidade e a potência criativa do povo negro, a União de Maricá aposta na força cultural e na conexão com a comunidade para conquistar o tão sonhado acesso ao Grupo Especial.